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Pitty ataca contra o resultado da pesquisa polêmica do Ipea: "Eu sou minha"

Na pesquisa, 65,1% das pessoas acreditam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Ao todo, 68,5% dos entrevistados também acreditam que “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”.

Recentemente, Pitty que até então não postava em seu site pessoal, nomeado de "O Boteco", publicou uma nota dizendo que mulheres tem o direito de se expressar, de qualquer forma, inclusive com o corpo e o que faz com ele. Confira tudo clicando AQUI.

Nesta quinta-feira 27/03/2014, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma pesquisa realizada em junho de 2013 sobre a tolerância social da população à violência contra as mulheres no Brasil. O estudo apontou que, apesar da diminuição da tolerância à violência doméstica, os entrevistados ainda acreditam que as mulheres podem ter parcela de culpa em casos de violência sexual.

O estudo aponta que, por trás dessas respostas, a responsabilidade do estupro também é jogada para a mulher. “[Existe a] noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres, que os provocam, é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores”.

 Os autores ainda apontam que os entrevistados acreditam que o estupro parece surgir também como uma correção. “[As respostas dão a ideia de que] a mulher merece e deve ser estuprada para aprender a se comportar”, diz outro trecho do estudo.

Pitty postou em seu Instagram no dia 28/03/2014, uma foto com roupa íntima e escrito em seu corpo: "Eu sou MINHA", o mesmo título da nota de seu site, O Boteco, aquele que foi indicado para a leitura no começo desta postagem. Confira a foto abaixo:


 Nos dias atuais, vemos com frequência a desigualdade entre o homem e a mulher em meio à sociedade, porém, ainda sim houve diversas mudanças que conciliaram para que a mesma pudesse ter seu próprio espaço na sociedade.
 Um dos pontos que se modificaram através da luta feminina foi a reavaliação de que a mulher não poderia trabalhar, tendo que tomar conta dos filhos e da casa, enquanto o homem fazia o trabalho pesado. Mas o mundo contemporâneo já não é o mesmo, as leis se modificaram de tal forma, que hoje elas têm não só o direito de trabalhar, mas também de votar e ter a carteira assinada, podendo então, ingressar como professora, arquiteta, engenheira, caminhoneira e várias outras profissões que antes não às permitiam, além de poderem ajudar na construção da sociedade e decisões políticas. Temos como exemplo a presidente Dilma Rousseff, que hoje lidera o país.
 Embora a mulher tenha dado um grande passo em busca de seus propósitos, ela ainda sofre com a descriminação, e muitas vezes é agredida por seu companheiro, dizendo que ela não é capaz de fazer o que quer.
 Essa luta não se trata apenas de uma conquista profissional, mas também pessoal, pois antes ela sofria abusos, assédio moral, era violentada, e ainda sim, tinha que permanecer calada. E hoje, temos a lei que protege a mulher de qualquer ato que possa ameaça-la e/ou prejudica-la sendo então chamada de ‘’Maria da Penha’’.
 Podemos sintetizar de modo geral, que a mulher adquiriu não só seu espaço na sociedade como também na sua vida pessoal, trazendo para si as consequências de lutas passadas, que foram grandes realizações e direitos conquistados com seu próprio suor. Fonte: Capacite Redação
Movimento criado por: Pitty, Débora Falabella e Suellen Santana.  Pitty anunciou neste sábado (29/03/2014) que iria montar algo para publicar todas as fotos que estava recebendo em seu Twitter contra este preconceito da população brasileira contra mulheres que usam este tipo de roupa ou ganha fama e dinheiro com isso (é o caso da cantora Anitta, e mulheres frutas). Em 24 horas, mais de 150 mulheres mandaram suas fotos.

 Mande a sua também para o e-mail eusouminha@gmail.com ou para o twitter da Pitty: http://www.twitter.com/pittyleone Quando a vítima está sendo culpada, é hora de parar e pensar.